quarta-feira, agosto 16, 2017

À SOMBRA DA FRONDOSA ÁRVORE


Lendo o poema LXXVIII de Terceira Idade
 
Assim se fazem as cousas
 
Com as lousas
às costas sempre andámos e andamos
 
Só que tarde o sentimos
e então é que surpresos deciframos
mistérios de que antes rimos
 
MÁRIO DIONÍSIO
 



quinta-feira, julho 20, 2017

VIPASCA

Por razões que se prendem com a preparação de uma próxima deslocação a Vipasca, recupero este texto antigo para leitura dos interessados. Alea jacta est.


quarta-feira, julho 19, 2017

POIESIS

Segundo a nota que antecede o poema, JOSÉ GOMES FERREIRA está de férias no Senhor da Serra (Coimbra), hospedado em casa de uma tal Sra. Rosinha. Por debaixo do seu quarto há um porco que "toda a noite grunhe em forma de símbolo".

Eh! vizinho porco,
todo o dia de borco
a foçar na terra onde nasceu!
Ensine ao aldeão
a sua lição
de pensar menos no céu
e mais no chão.

(Na terra, camponês,
também há estrelas
que tu não vês...
Mas hás-de vê-las.)

JOSÉ GOMES FERREIRA, Poeta Militante 2º volume, "Província" (1945), poema XXXVI.

quinta-feira, julho 13, 2017

CITADOR

Belo e vivo é o que fulge e passa. Tudo o que fica é das pedras e da morte.
--- Vergílio Ferreira, Cântico Final, capítulo VII.

sábado, julho 01, 2017

MITO DA CRIAÇÃO

Abri as pernas
para dar luz ao sol.
O calor derretia-se nas minhas costas
e a sua luz
iluminava os meu joelhos.
As articulações, ao rodar,
transformaram-se em música
que se apaziguava com o passar do tempo.
Abri os braços
e dos seios nasceu a lua.
Então a tua língua
ergueu-se para a humanidade inteira.

--- LOURDES ESPÍNOLA, tradução de Albano Martins, As Núpcias Silenciosas.


terça-feira, junho 27, 2017

PINACOTECA

CRISTINO DA SILVA, Cinco artistas em Sintra (1855): Francisco A. Metrass, Tomás  da Anunciação, Vitor Bastos, Cristino da Silva e José Rodrigues. Os saloios, em trajes de domingo, observam o trabalho do artista. Ao fundo, entre brumas, o Palácio da Pena. ---Museu Nacional de Arte Contemporânea (Chiado), Exposição "A Sedução da Modernidade 1850-1910".